Artista
Nascido em Redfern, Austrália
A Vida e a Jornada Artística de John Passmore
Nascido em Redfern, na Austrália, John Richard Passmore iniciou sua trajetória profissional como assistente de um pintor de letreiros logo após deixar a escola, aos treze anos. Ele buscou sua formação formal na Julian Ashton Art School, onde estudou ao lado de Jean Bellette e Paul Haefliger. Em busca de novos horizontes educacionais, viajou para a Inglaterra para estudar na Westminster School of Art sob a orientação de Bernard Meninsky e Mark Gertler. Durante seu período na Inglaterra, que incluiu o serviço como recruta na Royal Air Force, trabalhou como artista de layout na Lintas. Enquanto residia em um chalé em Suffolk, produziu composições de paisagem que foram profundamente influenciadas por Paul Cézanne.
Ao retornar à Austrália em 1951, Passmore tornou-se um educador de grande relevância, lecionando na Julian Ashton School, no Newcastle Technical College e no East Sydney Technical College. Sua filosofia de ensino incentivava os alunos a enxergarem os temas através de uma lente de formas matemáticas, facetas e uma conexão de hastes, enfatizando o tom e a estrutura. Sua própria produção artística ocupava um espaço singular entre o expressionismo e a abstração.
Legado e Anos Finais
Os anos finais de Passmore foram marcados por um período de pintura reclusiva após um ataque cardíaco no início da década de 1960. Suas últimas semanas foram passadas em um abrigo para desamparados próximo ao seu local de nascimento. Em um desdobramento notável em relação ao seu espólio, Passmore deixou sua coleção de 270 pinturas para uma conhecida, Elinor Wrobel, enquanto seu filho recebeu £70.000. Este legado foi objeto de um acordo extrajudicial, após o qual Wrobel manteve o controle do espólio, o que eventualmente levou à abertura de um museu que exibe mais de quarenta de suas obras.
Seu legado artístico está preservado em diversas instituições de renome, incluindo:
Museu
Em exibição em Sydney, Austrália
Origens e História da Galeria
A Art Gallery of New South Wales foi fundada em 1872, inicialmente sob a designação de New South Wales Academy of Art. Este estabelecimento nasceu com o propósito vital de organizar exposições anuais e oferecer um palco para o florescimento de artistas emergentes. A instituição realizou a sua primeira exposição pública em 1874, e os seus primeiros anos foram inteiramente dedicados à promoção das belas artes através de palestras e aulas de arte, moldando o panorama cultural da região.
Entre 1883 e 1958, a instituição operou sob o nome de National Art Gallery of New South Wales. Este período foi crucial, testemunhando o desenvolvimento da sua coleção e a formalização do seu papel fundamental dentro da colónia. Em 1 de julho de 1958, o nome retornou à sua designação original, a Art Gallery of New South Wales.
A fundação da galeria está profundamente ligada às terras ancestrais do povo Gadigal. Este reconhecimento está intrinsecamente tecido no ethos da instituição, que continua a documentar a rica história da formação da Austrália. A coleção primitiva já incluía obras de grande relevância, tais como:
Apsley Falls, 1875
O Edifício e a sua Arquitetura
A estrutura principal foi originalmente construída em 1856 para servir como o Royal North Shore Hospital. Projetado por John Habens, o edifício apresenta uma imponente fachada vitoriana, um estilo arquitetônico que reflete uma era na qual os hospitais funcionavam como verdadeiros símbolos de orgulho cívico e progresso. O trabalho em pedra e alvenaria permanece como uma parte fundamental e viva da história deste local.
Em 1973, o edifício passou por um processo de ressignificação para funcionar como uma galeria de arte. Esta transição preservou o tecido arquitetônico original, ao mesmo tempo em que adaptava o espaço para a arte pública. O interior conserva muitos de seus elementos históricos, incluindo arcos majestosos e um intrincado trabalho em pedra. Estas características evocam a vida anterior do edifício e a sua evolução fascinante para um espaço de profundo engajamento cultural.
Coleções Diversas e Patrimônio Artístico
O acervo da instituição abrange uma vasta gama de tradições artísticas, entrelaçando a arte australiana, a arte europeia e a arte asiática. Com a abertura de uma Galeria Asiática dedicada em 2003, o museu oferece um espaço singular para essas obras, enquanto a arte indígena australiana se estabelece como um componente fundamental do patrimônio, integrada organicamente à narrativa mais ampla da instituição.
Uma parte significativa das pinturas australianas do século XIX encontra-se preservada no Lewers Bequest. Esta coleção, reunida por Sir John Edward Lewers, inclui obras de mestres como Frederick McCubbin, Tom Roberts e Russell Drysdale. Tais pinturas funcionam como um registro vivo da evolução de estilos e técnicas que moldaram a identidade visual da colônia durante aquele período histórico.
On the wallaby track, 1896 - Frederick McCubbin
Bailed up, 1927 - Tom Roberts
The prospector, 1889 - Julian Ashton
Exposições e Atividades de Pesquisa
A Galeria mantém um programa rigoroso de exposições que exploram temas diversos e movimentos artísticos profundos. O prestigiado Archibald Prize é apresentado regularmente, oferecendo um olhar recorrente sobre a retratística da nação. Estas mostras focam frequentemente em movimentos específicos, como o desenvolvimento da pintura de paisagem australiana ou a expressão da arte indígena australiana através da narrativa tradicional e do simbolismo cultural. A equipe de curadoria investiga ativamente a proveniência e o significado das obras dentro da coleção, garantindo precisão histórica e profundidade intelectual.
Para além das salas de exposição, a instituição funciona como um centro de erudição e engajamento comunitário. O corpo curatorial conduz pesquisas contínuas sobre a história e as origens do acervo. Para aqueles que buscam informações mais detalhadas, o site da galeria oferece recursos extensos para pesquisadores, estudantes e amantes da arte. Esta presença digital sustenta o estudo acadêmico da coleção e fornece uma base para uma compreensão cultural mais ampla.
O envolvimento do público é facilitado por meio de uma variedade de programas estruturados. A Galeria oferece programas educativos, workshops e visitas guiadas, desenhados para visitantes de todas as idades e origens. Estas iniciativas visam fomentar a alfabetização artística e proporcionar o acesso direto às obras em exibição. Através destes esforços, a instituição permanece como um espaço dedicado tanto ao estudo formal quanto à observação pública.
A Expansão do Sydney Modern Project
As grandes obras de expansão da galeria alcançaram a sua conclusão em 2022, marcando um novo capítulo na sua trajetória. Este desenvolvimento estabelece um novo campus de museu de arte composto por dois edifícios, estruturas que se conectam através de um jardim de arte pública situado em território Gadigal, com uma vista deslumbrante para o Sydney Harbour. O novo edifício foi concebido pelos arquitetos Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, do grupo SANAA.
Esta expansão proporciona um aumento significativo no espaço de exposição, incluindo uma galeria livre de colunas e um espaço dedicado à arte temporal. Uma característica singular deste local é a reutilização de um bunker de combustível naval desativado da Segunda Guerra Mundial. Este espaço de 2.200 metros quadrados, conhecido como The Tank, foi transformado numa galeria de tetos altos, com sete metros de altura, e colunas de betão que evocam uma força industrial única.
O novo edifício estava previsto para abrir ao público em 3 de dezembro de 2022. Esta adição cria um espaço dedicado à arte dos povos Aborígenes e dos Ilhas do Estreito de Torres, coexistindo com a arte de performance e outras encomendas artísticas. O design da SANAA utiliza uma série de pavilhões interligados que seguem a topografia natural do terreno. A arquitetura estabelece um diálogo constante com o ambiente envolvente, respondendo através de uma abundância de fachadas envidraçadas e janelas que convidam a luz para o interior.