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      Xul Solar, 1887 – 1963

      As 20 pinturas mais famosas de Xul Solar

      City and Abysses (1946) é a pintura pela qual Xul Solar é mais lembrado(a). I, the 80 (1923) e Couple (1923) completam o trio das telas mais amadas. O nosso catálogo conta com 20 obras de Xul Solar. Aqui estão as 20 mais famosas, com o ano, o museu e a história de cada tela.

      Classificado de acordo com o nosso índice de popularidade, que combina buscas, visitas e pedidos de cada obra. Atualizado em Outubro 2026.

      Retrato de Xul Solar
      Xul Solar · 1887 – 1963
      Nascimento · falecimento
      1887 – 1963, San Fernando
      Movimento
      Surrealism
      Obras em nosso catálogo
      20
      Mais famosas
      City and Abysses (1946)
      Mais obras em
      Museu de Arte Moderna de Buenos Aires

      As dez pinturas mais amadas de Xul Solar

      City and Abysses (1946) de Xul Solar
      1

      City and Abysses

      1946

      Around the decade of the 1940s, Xul worked intensively on his new creations: Panchess, panlingua and probably his first ideas for a new type of theatre. Most of the pieces from the early part of the decade present a chromatic reduction –

      Couple (1923) de Xul Solar
      3

      Couple

      1923

      From the first months of 1923, Xul Solar began to organize from Europe to exhibit in Buenos Aires. In those brief news to his family, he informed them that he had begun to paint larger works, among them perhaps

      Two mestizos of airplane and people (1935) de Xul Solar
      4

      Two mestizos of airplane and people

      1935

      In the mesmerizing realm of Xul Solar, reality is never static; it is a fluid, breathing entity where the boundaries between the mechanical and the organic dissolve into pure imagination. His 1935 masterpiece, Two mestizos of airplane and people, serves as a profound window into this esoteric universe. The painting captures a moment of surrealist transcendence, featuring a central figure navigating a whimsical contraption that defies the laws of physics—a…

      Leader of Snakes (1923) de Xul Solar
      6

      Leader of Snakes

      1923 · Watercolor

      We are looking at Leader of Snakes, a work from 1923 by the Argentine artist Xul Solar. The artist, born Oscar Agustín Alejandro Schulz Solari, utilized a delicate combination of watercolor and graphite on paper, which has been mounted on cardboard to preserve its presence. This specific medium allows for a certain transparency in the application of color, a characteristic often found in his early explorations of form and light.

      Xul Solar: telas de 11 a 20 do ranking

      Four Indian Women (1923) de Xul Solar
      #14

      Four Indian Women

      1923

      In the ethereal realm of Xul Solar, the boundaries between the physical world and the spiritual plane dissolve into a delicate dance of watercolor and mysticism. His 1923…

      Uneven (1924) de Xul Solar
      #15

      Uneven

      1924

      In the ephemeral landscape of early twentieth-century modernism, few works capture the fragmented, dreamlike essence of the era quite like Uneven. Created in 1924 by the enigmatic Argentine…

      By His Cross He Swears (1923) de Xul Solar
      #17

      By His Cross He Swears

      1923

      In the ethereal realm of Xul Solar’s imagination, the boundaries between the earthly and the celestial dissolve into a singular, poignant moment. By His Cross He Swears is…

      Mars and Saturn (1954) de Xul Solar
      #18

      Mars and Saturn

      1954 · Museu de Arte Moderna de Buenos Aires

      A Geometric Dance of Celestial Influence Oscar Agustín Alejandro Schulz Solari, universally recognized as Xul Solar, stands apart in the annals of Argentine avant-garde art. Born in San…

      Puppet de Xul Solar
      #19

      Puppet

      Museu Nacional de Belas Artes
      Naná Watzin (1923) de Xul Solar
      #20

      Naná Watzin

      1923

      Xul Solar was essentially an esoteric who thought and conveyed his ideas in visual terms. His work brings together the search for a superior—that is, religious or spiritual—…

      As telas de Xul Solar, período por período

      Early Period

      1923 – 1924 · 3 obras nesta lista

      O que Xul Solar mais pintou

      Os quatro temas que mais aparecem nestas telas, cada um com o seu exemplo mais amado.

      Onde as telas de Xul Solar estão expostas

      Os 2 museus que detêm a maioria das pinturas desta página.

      Museu Cidade Obras de Xul Solar Pinturas desta lista
      Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, Buenos AiresMuseu de Arte Moderna de Buenos Aires Buenos Aires 1 Mars and Saturn
      Museu Nacional de Belas Artes, Buenos AiresMuseu Nacional de Belas Artes Buenos Aires 1 Puppet

      A tela mais famosa de Xul Solar, década após década

      1. 1910s
        Logs (1919) de Xul Solar
        5 de 20

        Logs

        Idade 23 – 32
      2. 1920s
        I, the 80 (1923) de Xul Solar
        Classificado em 2 de 20

        I, the 80

        Idade 33 – 42
      3. 1930s
        Two mestizos of airplane and people (1935) de Xul Solar
        Classificado em 4 de 20

        Two mestizos of airplane and people

        Idade 43 – 52

        In the mesmerizing realm of Xul Solar, reality is never static; it is a fluid, breathing entity where the boundaries between the mechanical and the organic dissolve into…

      4. 1940s
        City and Abysses (1946) de Xul Solar
        Tela 1 de 20

        City and Abysses

        Idade 53 – 62

        Around the decade of the 1940s, Xul worked intensively on his new creations: Panchess, panlingua and probably his first ideas for a new type of theatre. Most of…

      5. 1950s
        Pan Tree (1954) de Xul Solar
        Classificado em 16 de 20

        Pan Tree

        Idade 63 – 72

      As telas de Xul Solar, pergunta por pergunta

      Por qual tela Xul Solar é mais lembrado(a)?Leia a resposta

      City and Abysses (1946), seguido por I, the 80 (1923) e Couple (1923).

      City and Abysses: que idade tinha Xul Solar quando foi pintada?Leia a resposta

      Xul Solar, nascido(a) em 1887, tinha 59 anos: City and Abysses data de 1946.

      Quais são as dez telas mais famosas de Xul Solar?Leia a resposta

      City and Abysses, I, the 80, Couple, Two mestizos of airplane and people, Logs, Leader of Snakes, Colonial House, Holy Dance, Round e Message. Cada tela no ranking acima inclui o seu ano e o seu museu.

      Quantas pinturas Xul Solar criou?Leia a resposta

      20 obras de Xul Solar estão em nosso catálogo, datadas de 1919 a 1954.

      Onde estão expostas hoje as telas mais famosas de Xul Solar?Leia a resposta

      Principalmente em Museu de Arte Moderna de Buenos Aires (Buenos Aires) e Museu Nacional de Belas Artes (Buenos Aires); a lista acima indica cada museu e as suas telas.

      Quando é que Xul Solar pintou as suas telas mais famosas?Leia a resposta

      Em 1920s, que compreende 13 das 20 obras desta página, I, the 80 entre elas.

      Qual tela famosa de Xul Solar veio primeiro e qual veio por último?Leia a resposta

      A tela mais antiga aqui é de Logs (1919); a mais recente é de Pan Tree (1954).

      Quais temas Xul Solar mais pintou?Leia a resposta

      People (3), Portrait (2) e Geometric (2), entre as 20 obras nesta página.

      Qual técnica é mais presente nas pinturas de Xul Solar?Leia a resposta

      Watercolor, utilizado em 4 das 20 obras nesta página.

      Com qual movimento Xul Solar está associado(a)?Leia a resposta

      Surrealism, como mostram as telas nesta página.

      Conheça o pintor: Xul Solar

      Uma Luminária da Vanguarda: O Mundo Enigmático de Xul Solar

      Oscar Agustín Alejandro Schulz Solari, conhecido mundialmente como Xul Solar, foi uma figura que desafiou qualquer categorização simples. Nascido em San Fernando, Argentina, em 1887, sua vida e sua arte foram uma tapeçaria vibrante, tecida com fios de uma criação cosmopolita, explorações esotéricas e uma dedicação inabalável à inovação artística. Seus pais — um pai germânico-báltico e uma mãe italiana — instilaram nele uma sensibilidade aberta a diversas correntes culturais, uma base que moldaria profundamente sua jornada artística. Embora inicialmente educado como músico e arquiteto, foi durante extensas viagens pela Europa – Londres, Paris, Turim, Gênova, Milão – que Schulz Solari descobriu sua verdadeira vocação: a pintura. Ele começou com a aquarela, abraçando mais tarde a têmpera e ocasionalmente o óleo, com cada meio servindo como um veículo para visões cada vez mais complexas. A adoção do nome “Xul Solar” em si é profundamente reveladora; derivado do latim "lux" (luz) e "solar", ele incorpora a fascinação do artista pela iluminação, pela energia e pelas forças universais que sustentam a existência. Não era meramente um pseudônimo, mas uma invocação de sua própria filosofia artística.

      Influências e Desenvolvimento Artístico

      A obra inicial de Xul Solar refletia os movimentos de vanguarda europeus predominantes, mas ele rapidamente transcendeu a imitação para forjar um estilo unicamente pessoal. Seu encontro com o ocultista britânico Aleister Crowley em 1924, embora breve, deixou uma marca indelével, despertando um interesse pelo misticismo e pelo simbolismo que permeariam sua arte. Ao retornar a Buenos Aires, Xul Solar tornou-se uma figura central no “Grupo Florida” (também conhecido como o "grupo Martín Fierro"), um polo de fermentação intelectual e artística. Aqui, ele cultivou amizades próximas com gigantes da literatura, como Jorge Luis Borges e Leopoldo Marechal, relações que promoveram uma polinização cruzada de ideias e influenciaram profundamente sua produção criativa. Essa associação não era meramente social; era um intercâmbio de investigações filosóficas, experimentação linguística e explorações compartilhadas do subconsciente. Suas pinturas passaram a incorporar alfabetos inventados, abstrações geométricas infundidas com simbolismo oculto e paisagens oníricas povoadas por figuras enigmáticas. Ele não apenas retratava a realidade; ele construía realidades alternativas governadas por sua própria lógica interna.

      Um Universo de Símbolos e Linguagens

      O cerne da prática artística de Xul Solar residia na criação de uma mitologia pessoal — um universo repleto de línguas inventadas, sistemas simbólicos e criaturas fantásticas. Ele desenvolveu duas línguas artificiais completas: o “Neocriollo”, uma mistura poética de português e espanhol destinada à comunicação falada, e a “Panlengua”, uma tentativa ambiciosa de uma língua universal que conectasse matemática, música, astrologia e artes visuais. Esses empreendimentos linguísticos não eram meros exercícios intelectuais; eram integrantes de sua visão artística, informando os padrões intrincados e as mensagens codificadas embutidas em suas pinturas. Ele acreditava que a linguagem detinha a chave para desbloquear verdades mais profundas sobre o universo, e buscou criar um sistema de comunicação que transcendesse as fronteiras culturais. Esse fascínio estendeu-se a outras áreas: ele projetou instrumentos musicais baseados em princípios esotéricos e até inventou um complexo jogo de tabuleiro chamado “Panajedrez”, regido por regras derivadas de seus experimentos semióticos.

      Legado e Impacto Duradelo

      Apesar de alcançar reconhecimento durante sua vida, com uma exposição significativa no Musée National d'Art Moderne em Paris em 1962, Xul Solar permaneceu como uma figura enigmática até após sua morte em Tigre, Argentina, em 1963. A biografia de Emilio Pettoruti, publicada cinco anos depois, ajudou a consolidar seu lugar no cânone da arte argentina e além. Hoje, Xul Solar é celebrado como uma figura fundamental da vanguarda latino-americana — um artista cuja obra antecipou muitas das preocupações que viriam a definir o Surrealismo e outros movimentos do século XX. Suas pinturas, com suas cores vibrantes, simbolismo intrincado e atmosfera de outro mundo, continuam a cativar públicos em todo o mundo. Naná Watzin, Líder das Serpentes e Quatro Mulheres Indígenas são apenas alguns exemplos de suas obras-primas que exibem sua visão artística única. O legado de Xul Solar estende-se além do reino da pintura; ele foi um pensador visionário, um inventor e um inovador cultural que ousou imaginar realidades alternativas e desafiar modos convencionais de pensamento. Sua obra permanece como um testemunho do poder da arte em transcender fronteiras, explorar os mistérios da existência e iluminar as dimensões ocultas da experiência humana.

      Todas as 20 obras de Xul Solar →